Posted by Shuttlerio | Posted in Sem categoria | Posted on 16-08-2011
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Nunca é tarde para se iniciar ou mesmo rever o momento que se vive. O
desenvolvimento procurando a sustentabilidade do turismo tem apresentado
exemplos muito interessantes e deveriam servir de lição. Todos os que dirigem
e defendem seus municípios deveriam ter atenção: existem matrizes de
desenvolvimento que deveriam ser vistas e estudadas para servirem de Plano
Estratégico visando os acontecimentos em suas cidades.
Devemos estudar bem para definir as bases que deveremos colocar no plano, nunca
esquecendo sua verdadeira vocação e sempre envolvendo sua população no processo,
afinal como fazer um desenvolvimento sólido sem a parte mais importante envolvida,
integrada e sem ver claramente o que e como ela ganhará com isto? Existem alguns
exemplos bem diferentes e muito interessantes neste mundo afora.
No Brasil, existem modelos que deram mais certo que outros, sendo Porto Seguro um
dos pioneiros, aproveitando de forma inteligente a grande disputa entre as maiores
operadoras de turismo do Brasil na época: a Soletur do Rio de Janeiro e a CVC de São
Paulo. Iniciaram o processo dos voos charters com o apoio do Governo da Bahia e
assim conseguiram um crescimento bem maior que os outros destinos nacionais.
Em seguida veio o modelo de Porto de Galinhas e, mais recentemente, o de Gramado,
que muito me agrada. Ha alguns anos a região aproveita não só o período de inverno
onde tem um público cativo, como as outras épocas para o seu desenvolvimento,
gerando o aumento crescente de profissionais empregados no setor e de todos
aqueles que de forma indireta são impactados pelo turismo.
Recentemente estive passando o fim de semana em Petrópolis e, num papo agradável
durante um encontro casual com amigos na rua 16 de março, um tema que já
havia conversado quando às vezes passava no internacionalmente conhecido
QUITANDINHA, que fez parte da história brasileira, veio ao centro da conversa.
Comentávamos que não conseguíamos entender o motivo ou até mesmo a falta
de motivos que levaram os administradores de Petrópolis a não aproveitarem esse
magnífico equipamento para ações de desenvolvimento do turismo. Faz muitos anos
que nada era realizado ali além de algumas exposições ou festas particulares, o que
era muito pouco para o Quitandinha e seu povo. Quando comprado pelo SESC, mesmo
não sendo o ideal, achei que teríamos sua integração aos projetos de desenvolvimento
do turismo. Hoje sempre fico em dúvida dos meus sentimentos quando me vejo em
certas situações. Na conversa fiquei sabendo que o mês de julho seria a despedida
para se fazer visitas e conhecer esse local histórico, pois agora só poderia ser visitado
por grupos do SESC, que arrecadou o dinheiro de todos nós – trabalhadores brasileiros
e principalmente dos próprios trabalhadores da cidade – que contribuímos para sua
compra. Não sei se fiquei decepcionado ou perplexo, sei sim que fiquei muito triste em
ver que nada muda e nada se faz. Os motivos que sempre levam a população às ruas,
aos encontros ou até mesmo a apenas assinar um manifesto raramente são em defesa
da cultura. Ainda temos tempo, pois se nós não somos mais jovens muitos existem e
deveriam se unir num verdadeiro Fla x Flu ou Vasco x Botafogo cultural por sua cidade,
não aceitando ter um encontro que acabe em Pizza.
Na entrega desse artigo fui informado de que o SESC está revendo sua posição e
deverá voltar a permitir a entrada de turistas mediante pagamento de ingresso.
Acontecendo, 1 x 0 para Petrópolis!!!
